ESALQ E Infibra pesquisam captação de água da chuva

8/12/2008

A Infibra e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) firmaram contrato para desenvolver o projeto de Pesquisa em Captação de Água da Chuva, que consiste em estudar e implementar um centro piloto para captar e utilizar a água da chuva, por meio de calhas, filtros e cisternas.

O projeto será desenvolvido em parceria com o Grupo de Estudos e Práticas do Uso Racional da Água (Gepura) da Esalq-USP de Piracicaba.

Com a marca Permatex, a Infibra já produz a Cisterna de polietileno para uso predominantemente subterrâneo, com capacidade para cinco mil litros. Trata-se de um grande tanque que suporta o peso da terra sem a necessidade de proteção de alvenaria e outros. Vale ressaltar que o tanque é estanque, o que impede a infiltração de água do lençol freático, garantindo maior qualidade da água armazenada.

O contrato foi assinado pela Fundação de Estudos Agrários da Esalq em 10 de novembro de 2.008, com coordenação do Dr. Plínio Barbosa de Camargo, sob supervisão legal do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA).

O projeto abrange desde a discussão teórica sob a captação e uso de água da chuva como sua aplicação prática, prevendo desenvolver o sistema de calhas, os filtros necessários ao descarte das primeiras águas e a captação e armazenamento em cisterna.

Será implementado em 12 meses, com investimentos financeiros a cargo da Infibra.


 Notas explicativas:

1) O reservatório de descarte das primeiras águas é o local em que se armazena a água dos 10 primeiros minutos de chuva, ou seja, a água de lavagem dos telhados. Essa água é suja e por isso deve ser descartada. Após preenchido esse reservatório de descarte, a água é encaminhada para cisterna.

2) Os filtros funcionam separando os sólidos grosseiros, como folhas, animais mortos, etc, mas não fazem a filtragem da água. Consistem basicamente em uma peneira que separa esse material da água. A água de chuva pode ser usada para jardinagem, limpeza, lavagem de veículos, sempre em uma ou outra função não-potável.